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Arquitetura Minimalista: o derrube de fronteiras

10 Ago 2021
arquitetura minimalista

Na arquitetura minimalista as fronteiras são derrubadas. A essência é devolvida à imaginação dos espaços e o cruzamento de linhas e formas cruza-se numa extraordinária simplicidade. Tudo é pensado à sua condição essencial. Não obstante, é potenciadora das qualidades naturais dos objectos.

Um olhar… 

Situamo-nos num mundo em que cada vez mais os desenhos das cidades, dos edifícios, dos espaços públicos e privados nos condicionam. Somos afetados diretamente pela arquitetura. 

De certo modo, uma dada entidade dá-se a conhecer cada vez mais por intermédio da arquitectura, se é moderna ou clássica, etc. É por isso que a arquitetura minimalista é um exemplo disso mesmo. 

A afirmação dos estilos arquitectónicos é influenciado pelas épocas e momentos históricos. Com larga radicação nas dimensões sociais. Mas também políticas e económicas do homem. A estética dominante é também motivação para a popularização de determinados estilos. Embora, a actualidade seja dominada pela diversidade de estilos.

Os inícios da Arquitetura Minimalista:

A arquitetura minimalista é um dos estilos arquitetônicos cada vez mais populares e requisitados. Não terá um início claro e definido na sua história. Contudo, será possível localizar as primeiras obras nos finais dos anos 50. Ou até mesmo nos inícios da década de 60. Contudo, a definição clara será sempre um debate e não uma certeza. 

Os tempos sociais emergentes das décadas imediatas ao final da II Guerra Mundial e o advento da sociedade pós-moderna marcam a introdução de um estilo mais minimalista. Com efeitos práticos no cinema e na arte. A circunstância social caracterizada por uma larga necessidade de reconstrução do mundo pós-guerra. 

Também as fortes carências económicas sentidas a vários níveis marcam algumas das motivações para o crescimento do minimalismo. Assumindo-se como estilo arquitetónico a partir da mencionada data. Em paralelo, o preceito “Less is more” vai-se fazendo expressão. 

Como forma de ser e estar a tendência verifica-se de igual modo crescente. Relacionando-se com outras tendências também observadas. Tal como a da crítica à sociedade de consumo. Ou até mesmo a da forte oposição ao desperdício e excesso. Muitos atribuem o aparecimento destas tendências comportamentais como provenientes do Japão. Lugar onde predominam alguns elementos simplistas. Tanto na arquitetura, como na forma de ser e estar. 

Ainda assim, o estilo “zen” poderá ser também reconhecido como forte infliuenciador. A dimensão quase espiritual do estilo. A liberdade e estética são traços elementos comuns entre os desenhos minimalistas. A radicalização destes aspectos no comportamento é notória. Em outras palavras, habitar num edifício minimalista é cruzar a fronteira da mera estética. Abraçando por inerência um estilo de vida onde “mais é menos”. 

As características da arquitetura minimalista:

De entre os vários aspectos que configuram uma arquitetura minimalista subsistem na influência directa desta na vida cotidiana. O dito Minimalist Lifestyle interliga-se com a crescente tendência para simplificação da vida, processos e objectos. Por exemplo, veja-se o aumento de publicações e colóquios. E ainda as plataformas dadas a defensores deste mesmo estilo de vida. 

O acessório dá lugar ao essencial, à simplicidade e à utilidade. Os ornamentos, retirados de cena e subsiste apenas o indispensável. Linhas retas predominam. Espaços brancos e ricos em luz natural são parte da regra. É também diversa a opção de modelos e opções estéticas. 

Mas fundamental será mencionar o elevado grau de sustentabilidade dos edifícios e dos espaços. Pois os efeitos de harmonia com espaços verdes são condição essencial. Bem como, a utilização de fontes naturais de luz. Outro aspecto a contemplar é o jogo de relações entre os jardins circundantes e o edifício. Fundamentando-se um equilíbrio entre as várias dimensões. Naturalizando a ausência de excessos. 

A essência do estilo

Não há lugar para o supérfluo. Antes para o espaço vazio dominado pelas formas geométricas, linhas claras e alguns jogos de formas. De certo modo, o palco da cor é dado às cores primárias. Sendo que os brancos e/ou tons mais claros predominam nas paletas. Tanto interior como exterior.

Outros elementos podem ser conjugados como os elementos envidraçados. Ou a utilização aço e o betão armado. Os orçamentos no geral não são substancialmente elevados. Ainda assim, a qualidade dos materiais é importante. Contudo é natural que um desenho minimalista tenha sempre um orçamento mais reduzido. Considerando-se a sua imediata simplicidade. Todavia, a qualidade natural dos materiais é recuperada. 

Sendo um estilo profundamente enraizado na simplicidade. É também permanentemente conjugado com o universo da decoração de interiores. Não obstante, é dada máxima prioridade ao espaço vazio. Total ausência de objectos. Reduzindo-se apenas ao essencial e crucial.

Alguns exemplos de arquitetura minimalista…

Não será fácil identificar a totalidade de obras e autores praticantes ou residentes neste estilo. Contudo, a galeria de obras minimalistas pode ser revisitada através de obras como a Casa Schröder de Gerrit Rietveld. Ou ainda a Lurie Bell Tower de Charles Moore. O Tate Modern assinado por John Pawson. Ou o Museu Jumex assinado por David Chipperfield são também bons exemplos. Pois devem figurar entre exemplos de excelência. 

Outros nomes sonantes da arquitectura como Frank Lloyd Wright ou Ludwig Mies Van der Rohe. Ou ainda Philip Johnson que são também autores de obras inconfundíveis. A estes podem-se juntar Oscar Niemeyer e Mario Botta. O português Siza Vieira tem também algumas obras suas que podem figurar numa galeria de obras minimalistas. 

Apesar de muitos não se assumirem como arquitectos(as) minimalistas. Muitos demonstram uma larga influência e direcção no estilo. Não obstante, a conotação com dado estilo nem sempre é unânime. Em primeiro lugar a diversidade de características é expressiva. 

E em segundo, determinados estilos transportam uma vaga complexidade. Dificultando a identificação clara. O que é certo é que cada vez mais o minimalismo faz parte das paisagens arquitétonicas. Vislumbra-se um domínio deste estilo cada vez mais expressivo. Não obstante, os desafios de inovação estão cada vez mais amplos e exigentes. 

Na Arq+ o conhecimento acumulado é vasto e multidimensional. Pois só assim poderíamos oferecer as melhores propostas. Estamos preparados para concretizar a sua visão. Alargando as suas próprias fronteiras e orientações. Seja como for, o nosso foco é o seu gosto e desejo. 

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